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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A Invenção de Hugo Cabret, por Brian Selznick



“A Invenção de Hugo Cabret” é o tipo de livro que eu considero ser para todas as idades. Com um enredo que conta a história de um menino que vive sozinho em uma antiga estação de trem em Paris, o livro encanta não só por ter uma pitada de mistério, mas pela forma simples e inteligente de contar uma história de encantamento.
Hugo tem como missão de vida reconstruir um autômato, uma espécie de robô mais antigo, depois que o seu pai morre em um incêndio que ocorre no sótão onde a peça foi encontrada. Com apenas um dos cadernos feitos pelo pai, onde havia desenhos da montagem do autômato, o menino divide seu tempo cuidando dos relógios da estação e encontrando peças para reconstruir o boneco, que depois de remontado escreverá uma mensagem desconhecida, que o menino acredita ter alguma relação com o pai.
Em busca de novas peças, Hugo acaba sendo pego roubando brinquedos de um velho dono de uma loja, e os dois passam a ter uma relação mais próxima. Hugo percebe que o senhor possui muitos segredos e junto com a sobrinha dele, passa a tentar desvendá-los.
As descobertas envolvem o fim da montagem do “robô” e cinema, que é o motor da história, as crianças percebem que por trás do George Méiles que elas conhecem, há um homem com um passado brilhante.
Além de uma criativa história, o livro é repleto de gravuras muito bonitas, que explicam as mais de quinhentas páginas, já que a leitura do livro é rápida (demorei dois dias). Nem preciso dizer que o final é a melhor parte, porque sempre gosto muito das últimas páginas, mas sério, o escrito foi muito criativo da hora de dar um ponto final.
O melhor é que o livro já virou filme, está sendo indicado para o Oscar, e se eu não me engano, já está nos cinemas brasileiros também, vale à pena conferir!

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